IMPROVISAÇÃO - Um Método Para Construção da Liberdade - Marcos Archetti

R$ 59,99

Disponibilidade: Indisponível

Código: MA11004

Editora: Independente

Idioma: Português

Autor/Artista: Marcos Archetti

Instrumento: Todos

Formato: Livro - CD - Partitura - 160 páginas

UPC: 9788591911004

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O século XX foi um período de profunda mudança nos princípios da educação. O aluno saiu da passividade na qual tinha estado historicamente, e o professor deixou de ocupar o lugar de “dono da verdade”, para passar a ser um mediador/facilitador. Os processos criativos passaram a ter um enorme valor como estratégia pedagógica. No ensino musical, entre estes processos se encontra, sem dúvidas, a improvisação.

Este livro busca uma maneira clara e coerente de realizar o ensino da música através da improvisação. Esta foi concebida como “a utilização livre de elementos conhecidos”, principio que fez necessária uma articulação diferenciada dos conteúdos, organizados de forma tal que permitam um desenvolvimento amplo e realista por parte do estudante. São muitos os exercícios e as propostas de atividades sobre cada assunto, buscando que cada passo no processo de aprendizado possa ser um passo firme, livre de lacunas, com uma compreensão que envolva o saber fazendo, o fazer sabendo.

A teoria e a prática, que sempre foram abordadas de maneira separada no ensino musical, podem conviver e ser tratadas de forma simultânea e integradas no jogo improvisatório. 

 


DEPOIMENTOS:


Na pena de Archetti está tão presente o rastro de todos os que com ele aprenderam, aprendem, que é preciso dizer nos seus nomes e no daqueles que com ele aprenderão "Obrigado, Mestre".

Mestre é, para mim, única esperança e antídoto para atravessar tempos de internet sem nos evaporar tentando.

Com tanta facilidade para aceder sem acesso, para ouvir sem escutar, para olhar sem ver, é imprescindível que um Mestre como ele nos tome pela mão, nos diga "agora por aqui, aquilo mais pra frente, isto não vale a pena, mas isto outro sim".

Acredito que a improvisação implica na linguagem, com toda a sua profundidade e detalhe. Aí está a observação do movimento em espiral, sem convencer... mas mostrando a beleza ou o benefício... de tal ou qual dispositivo ou gesto, é tão atinado quanto orientador. Retomamos junto a Archetti o caminho da Utopia com "Um método para a construção da liberdade". Saímos do obscuro corredor pós-moderno e nos reencontramos com a ideologia aplicada com amor para o outro... devemos criar as condições para que o aluno possa aprender, se não... estaremos então gerando mais lagunas que capacidades...

Há, nos conceitos deste método apenas nomeado, um gesto de grande generosidade na sua percepção clínica do aluno, na sua autobiográfica observação e no conhecimento do que significa o legado, neste caso de um livro.

Será por isso que o dedica ao seu filho e nos fala desde essa primeira pessoa do plural que nos convoca a uma tarefa coletiva: Um Método para a Construção da Liberdade.

Marcelo Moguilevsky

 

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Marcos Archetti, além de um grande amigo, é um músico maravilhoso. Esse seu novo método mostra a sua visão de ensino para a improvisação de uma forma teórica, mas sem deixar a prática de lado, o que eu acho essencial. Outra coisa boa é que ele pode ser direcionado a músicos principiantes, quase do zero, o que não se vê muito em métodos de improvisação já lançados. Parabéns Marcos!!!

André Marques

 

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Nova Iorque, Junho de 2015

Sei de Marcos por um grande músico e amigo (Martin Pantyrer): a Banda Hermética, uma banda que toca música de Hermeto, que se dedica a tocar o Calendário dos Sons... Tremendo! Como eu gostaria de fazer parte desse grupo! Grande aprendizagem...

Depois, quando me mudei para Buenos Aires nos conhecemos pessoalmente, escutei o seu grupo, Kaymanta Kayman, excelente banda, excelente música.

Ato seguido tive a sorte de compartilhar o palco com o Trio Família, até inclusive de tocar uma música minha com eles, Amor Profundo.

Marcos, hoje escreveste um exaustivo método para a construção da liberdade, tijolos (material) não te faltam, irmão.

Toda a tua vasta trajetória e os teus estudos filosóficos, sinto que te dão muita cancha em como levar o músico a ir desenvolvendo-se de forma abrangente, isto que você denomina "Saber fazendo - Fazer sabendo". Neste caminho progressivo um vai encontrando e revisitando conceitos e formas para ir armando essa liberdade, com muito trabalho e de forma bem ordenada, o sistema tonal, as premissas rítmicas, muito límpidas.

O fato de ter uns tracks que fiquem trazendo o conteúdo à tona e também as atividades no seu conjunto, completam o espectro pedagógico.

Espero que este método inspire muitos músicos e siga renovando este maravilhoso trabalho que é o de viver a música. Criar é sempre seguir aprendendo... este método pode nos ajudar a mantermo-nos construindo.

Marcos, um grande abraço e obrigado por compartilhar.

Guillermo Klein.

 

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Eu confesso que, quando fui solicitado a escrever a resenha do método de improvisação de Marcos Archetti, meu primeiro pensamento foi “caramba, mais um...”, exprimido com certa desconfiança.
Não que eu duvidasse da capacidade, conhecimento e talento do autor, muito pelo contrário. Conheço o Marcos e sei que é um músico excepcional que une talento natural com conhecimento formal amplo e extremadamente sólido, robusto.
Mas, o mercado está saturado de todo tipo de material didático sobre esse tema, dando a impressão de que já foi publicado tudo o que pode ser dito, explicado e exemplificado.
No entanto, aí está o notável diferencial deste método: não é o conteúdo – afinal, não dá para “inventar a roda” - e sim a organização dele, o sequenciamento coerente do mesmo e, principalmente, a abordagem do autor, a sua concepção de como o assunto deve ser entendido e trabalhado para se tornar um recurso de criatividade e liberdade e não um manual de fórmulas ou clichês.
O segredo não está no mapa do caminho e sim como chegar lá. E, mais ainda, pelas próprias pernas.
Marcos Archetti, que além de músico e filósofo (literalmente!!), sabe que nos dias de hoje o professor não é mais o detentor exclusivo do saber, nem o aluno é um mero receptor de informações.
O professor deve construir o conhecimento junto com o aluno, atuando como facilitador, estimulador e intermediário.
Esse conceito não é novo. Foi ganhando forma a partir de “O pensamento e a linguagem na criança” de Jean Piaget, lançado em 1927 e, ainda antes, com os trabalhos de Vygotsky.
Mas, se comparado ao ensino formal, ele ainda pouco vigora no ensino da música, apesar dos trabalhos (e esforços) importantes de educadores musicais como Willems, Hindemith, Kodaly e Schafer.

Essa nova realidade em que o professor não mais atua como dono da verdade perante um aluno passivo desloca o foco principal da atuação do professor de “o que ensinar” para “o que fazer com o que aprendemos”, que é a parte mais criativa e prazerosa do ensino. Ou seja, do “que” para o “como”.
E é ali que o professor prova ser bom. Não é na erudição, nem na rigidez e muito menos – no caso dos músicos – no virtuosismo instrumental. É na capacidade de fazer o aluno andar com as próprias pernas e, ironicamente, se livrar do professor. E é esse aspecto uma das grandes virtudes deste método.
Esse “pequeno detalhe” é fundamental para entender a proposta deste método, o sequenciamento da informação e – muito importante – as tarefas propostas. E mais uma vez, é esse o diferencial que torna este livro quase único no mercado brasileiro: ele está embasado num sólido conhecimento pedagógico e não apenas musical. Afinal, a intenção do livro é ensinar, daí a importância de que o autor tenha conhecimentos e habilidades didáticas e não apenas musicais.
Outro aspecto importante a destacar é o equilíbrio que o método brinda entre a teoria e a prática ou, dito com mais exatidão, entre o conhecimento formal, a execução e a musicalidade. As tarefas são pensadas para que o aluno desenvolva paridade entre essas áreas. Como o próprio autor afirma, teoria e prática não podem caminhar separadas.

Resumindo, a minha desconfiança inicial estava absolutamente injustificada. Este não é mais um método. É um método bem fundamentado que vai bem além da improvisação. É um material didático caprichado com conteúdo bem sistematizado e tarefas criativas. Eu o recomendo para estudantes de todos os níveis, mesmo para alunos adiantados e até para profissionais experientes. Acredito que eles vão tirar muito proveito dos conceitos aqui expostos e da organização do conteúdo.
Fico esperando os próximos volumes!

Conrado Paulino,
São Paulo, 19/06/15