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Aquele homem de personalidade singular espantava pelo seu comportamento incomum: a profunda religiosidade convivendo com uma mórbida atração pela morte; a numeromania compulsiva, numa pessoa de modos simples, interioranos, que parecia deslocado na sofisticada Viena, capital do Império Austro-Hungaro. E, no entanto, ele revolucionou a História da Música.
A história do compositor que, recebendo o legado sinfônico de Beethoven e Schubert, abriu caminhos inteiramente novos para a sinfonia do futuro, é narrada pelo jornalista e crítico musical Lauro Machado Coelho em O Menestrel de Deus : Vida e Obra de Anton Bruckner, da ALGOL Editora.
Nascido em 1824, na Baixa Áustria - três anos antes da morte de Beethoven - Bruckner viveu 72 anos (a La Bohème, de Puccini, foi escrita em 1896, o ano de sua morte). E, no entanto, a sua produção é tão pessoal, de certa maneira tão independente do que acontecia à sua volta, que foi necessário esperar pelo século XX para que a originalidade de suas sinfonias e de sua música sacra fosse reconhecida
Neste livro - o primeiro a ser publicado em português sobre esse compositor - Lauro Machado Coelho traça um retrato do homem, de sua formação como músico, e de seus esforços para fazer aceitar a sua obra - inclusive revisando e deixando revisar tantas vezes as suas sinfonias, que legou, aos músicos do futuro, a missão delicada de decidir qual é a sua versão mais autêntica. Mas também da obra única de um homem que animado por uma fé sem conflitos em seu "bom Senhor Deus", deixou uma obra de intensa espiritualidade.