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Percorrendo os desenvolvimentos políticos e sociais da música ao longo da história, Tim Blanning explica como a submissão dos músicos, à tirania de patrões representantes do clero e da nobreza, deu lugar ao prestígio e à fortuna atualmente desfrutados pelas estrelas do rock - e também da música clássica. O autor cita os exemplos de Franz Liszt (1811) e Richard Wagner (1813) e traça a história da figura do música até chegar em Bono Vox (1960). Com o advento da reprodução mecânica, do som, a música conquistaria espaços jamais sonhados por compositores e instrumentistas. Esses profissionais, apenas dois séculos antes, eram em geral tratados como serviçais subalternos, atualmente tornaram-se capazes de até mesmo influenciar os debates sobre a crise econômica e a paz mundial.
Editora: Companhia das Letras
Sinopse Original:
Abalando as concepções até então vigentes sobre virtuosismo musical, Franz Liszt (1811-86) deixava multidões de admiradoras por onde passava, numa prefiguração da meteórica carreira de ídolos populares do século seguinte, como Elvis Presley e os Beatles. Após ser banido da Alemanha por atividades subversivas, Richard Wagner (1813-83), inventor da revolucionária “obra de arte total”, tornou-se objeto da veneração e dos favores de reis, ditadores e magnatas. Com o advento da reprodução mecânica - e, em seguida, eletrônica - do som, a música conquistaria espaços jamais sonhados por compositores e instrumentistas. Esses profissionais, apenas dois séculos antes, eram em geral tratados como serviçais subalternos e atualmente tornaram-se capazes de até mesmo influenciar os debates sobre a crise econômica e a paz mundial. Percorrendo os desenvolvimentos políticos e sociais da música ao longo da história, Tim Blanning explica como a submissão dos músicos à tirania de patrões representantes do clero e da nobreza deu lugar ao prestígio e à fortuna atualmente desfrutados pelas estrelas do rock – e também da música clássica, como alguns maestros e cantores.