ARISMAR DO ESPÍRITO SANTO - SONGBOOK

Alegria nos Dedos
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Disponibilidade: Em estoque

Código: EPAES

Editora: BF 50

Idioma: Português / Inglês

Autor/Artista: Arismar do Espírito Santo

Instrumento: Todos Instrumentos

Formato: Partitura / Ilustrações e Manuscritos / 78 páginas

UPC: 9788568530009


Livro reúne 15 composições do grande (em ambos sentidos) Arismar Do Espirito Santo. Cada uma das partituras é acompanhada por análises e textos de outros músicos do primeiro time da nossa música instrumental: Léa Freire, Amilson Godoy, Toninho Horta, Heraldo do Monte, Gabriel Grossi e Filó Machado, entre outros.

Esta publicação é o registro de um nascimento. É o momento em que a Editora Passarim sai da casca e se apresenta ao mundo. Não poderia haver um presente melhor para celebrar esta ocasião do que a fantástica música do Arismar do Espírito Santo, o nosso Arismar, retratado nessa joia que é o álbum Alegria nos Dedos.
 

Editora Passarim

Músicas:

01 - Turmalina
02 - Sonhando Acordado
03 - Mais Querida
04 - Haikai
05 - Debaixo do Cajueiro
06 - Água da Serra
07 - Marjoriana
08 - Alegria nos Dedos
09 - Valsa Curitibana
10 - Gafifa
11 - Samba pra Ti
12 - Boa Viagem
13 - Vidão
14 - La Isla
15 - Santos x Corinthians


APRESENTAÇÃO por Luiz Cláudio Souza:

A ideia do Songbook surgiu a partir de um curso ministrado pelo Arismar do Espírito Santo na escola Companhia das Cordas, em São Paulo. Era uma prática de grupo para alguns professores. A dinâmica consistia em tocar canções do próprio Arismar. A experiência de executar com o autor foi demais! Em muitas aulas ele chegava com alguma ideia de um tema e desenvolvia ali na nossa frente. Mostrava a condução rítmica na bateria e ia dividindo as funções para cada instrumento. Em outras aulas, já vinha com a música pronta e dizia: “música nova na praça”. Era um sufoco decorar toda a harmonia. A partir disso foi surgindo a necessidade de transcrever essas canções novas durante as aulas.

Mas o trabalho não parava por aí.

Depois de “fechar” a partitura em uma aula, tocávamos algumas vezes e esperávamos o próximo encontro. Nesse particular, vale lembrar que o Arismar não tem o hábito de ler e nem escrever partituras, ele decora tudo! E fica durante horas tocando suas músicas, re-harmonizando e improvisando sobre as melodias. Com esse processo, nada mais natural do que na semana seguinte a mesma composição aparecer com outra roupagem harmônica e até algumas mudanças na melodia.
Esse era o padrão. Contudo, algumas canções mudavam até a fórmula de compasso. Por exemplo, a música Hai Kai surgiu de uma ideia em 7/4. Ficamos tocando a composição em 7 durante a aula inteira e escrevi a partitura. Todavia, na aula seguinte o Arismar chegou dizendo que tocou tanto aquilo durante a semana a ponto de acabar virando um Xote. Por fim, mudou de 7/4 para 2/4. Foi a versão que ficou!

Outra questão intrigante eram as harmonias. Porque o Arismar tem trocentos acordes na manga. Assim, na hora que dava algum problema e a gente perguntava que acorde era, ele simplesmente respondia: “Esse é o acorde Toninho Horta”, ou “o acorde Joe Pass”, ou ainda “o acorde Heraldo do Monte”. Convivendo com o Arismar durante esse tempo e frequentando a sua casa, percebi que ele tirava a abertura de acorde usada por tal músico a partir de alguma canção e, quando usava esse acorde e lembrava dessa música, o batizava com a memória que vinha daquela canção.

Arismar compôs boa parte do álbum ALEGRIA NOS DEDOS durante esse período em que fazíamos o curso. As partituras foram ficando prontas. Quando ele gravou o disco, mudou muita coisa: introduções, harmonias e até mesmo os temas. Mais adiante, no momento em que o disco ficou pronto, comecei a transcrever e fazer as alterações das partituras que eu já possuía. No entanto, quando eu ia à casa dele filmar as aberturas de acordes e ele tocando as músicas, a maioria não batia com o CD. Arsimar ria e dizia “ahh, já mudei... agora a música é assim...”. Então eu tinha um problema.
Mas ainda era apenas um problema. Seriam quatro. A gravação do disco, os shows do lançamento no Sesc, alguns programas de TV e as gravações finais que fiz na casa dele... NENHUMA(!) versão batia com a outra! Quatro versões!

Moral da história: a música do Arismar é viva, não cabe no papel, está o tempo todo mudando, como um rio sonoro no qual não se pode entrar duas vezes. Procurei encontrar o caminho do meio, onde fossem preservadas as seções das músicas e as introduções mais claras, para ser possível tocar em uma gig. Aliás, esse é o objetivo do livro: abrir a partitura e tocar. E o quanto antes. Tire o papel da frente para deixar livre a música, a improvisação e a criação! -