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Bom Dia Bem-Vindo a Freenote, Login ou Crie sua conta
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Dizia-se há algum tempo que o jornal de hoje embrulha o peixe de amanhã.
No entanto, era na imprensa diária, aberta, o espaço mais interessante e vivo de discussão cultural, até uns anos atrás. Isso praticamente acabou.
João Marcos Coelho pertence também a esse tempo, e com coragem, afinco e certa teimosia, permanece escrevendo sobre música em jornais e revistas.
Último dos moicanos?
Este livro, mais do que tudo, traz opiniões de um pesquisador e crítico que nunca se isentou de expô-las e de desafiar o senso médio e comum.
Sabedor de que, do lado de lá da página impressa, está o leitor não especializado, vário e curioso, escreve com clareza e transparência, sem buscar se esconder atrás de termos técnicos desnecessários ou do jargão especializado, recurso dos que não têm nada a dizer ou estão encastelados na estéril academia.
Cobrindo diferentes momentos da atividade musical nos últimos trinta anos, seus textos,
reunidos neste livro, são mais do que um retrato, são, na verdade, um mural à la DiegoRivera da saga da música criativa no Brasil, seus desafios, suas personagens, polêmicas, invenções e
utopias.
Dessa forma, a coleção Signos/Música oferece ao leitor textos que, ao invés de embrulhar peixe no dia seguinte, são, eles mesmos, a embalagem e substância inteligente de biscoitos finos.
[Livio Tragtenberg]