Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Leia mais

GUERRA-PEIXE - Um Músico Brasileiro

R$ 68,99

Disponibilidade: Indisponível

Código: GPMB

Editora: Vitale

Idioma: Português

Autor/Artista: GUERRA-PEIXE

Formato: Livro Físico / Partituras / 272 páginas

 

Maestro erudito de importante atuação na música popular, o petropolitano César Guerra-Peixe (1914-1993) virou personagem central de um livro que ele mesmo projetou mas não chegou a concluir. Guerra-Peixe - um músico brasileiro (Lumiar, 262, pgs.), examina a obra do maestro através de ensaios e depoimentos de professores, críticos e músicos que conviveram com ele. Autor dos arranjos do clássico disco de afrosambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes, em 1966, entre muitos outros, Guerra-Peixe foi um pioneiro estudioso do ritmo que emergiria no movimento manguebit. Além disso, enquanto o alemão Hans Joachim Koellreuter (1915-2005) disseminava teses vanguardistas a partir de experiências com o dodecafonismo, GP puxava pelo lado nacionalista. Há depoimentos comovidos e gratos do acordeonista Sivuca ("sou o músico que sou, porque devo ao início que o Guerra me passou"), do saxofonista e maestro Moacir Santos ("enquanto ele viveu eu o enxergava como um exemplo a ser seguido, um farol para a vida") e do pianista, compositor e arranjador Antonio Adolfo ("ele era um cara que sabia da ginga e da erudição").

VITALE

Maestro erudito de importante atuação na música popular, o petropolitano César Guerra-Peixe (1914-1993) virou personagem central de um livro que ele mesmo projetou mas não chegou a concluir. Guerra-Peixe - um músico brasileiro (Lumiar, 262, pgs.), organizado por Antonio Guerreiro de Faria, Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros e Ruth Serrão, examina a obra do maestro através de ensaios e depoimentos de professores, críticos e músicos que conviveram com ele. Autor dos arranjos do clássico disco de afrosambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes, em 1966, entre muitos outros, Guerra-Peixe foi um pioneiro estudioso do ritmo que emergiria no movimento manguebit, propulsionado por Chico Science & Nação Zumbi, em Maracatus do Recife (Irmãos Vitale Editores, 1980). Além disso, enquanto o alemão Hans Joachim Koellreuter (1915-2005) disseminava teses vanguardistas a partir de experiências com o dodecafonismo, GP puxava pelo lado nacionalista. Há depoimentos comovidos e gratos do acordeonista Sivuca ("sou o músico que sou, porque devo ao início que o Guerra me passou"), do saxofonista e maestro Moacir Santos ("enquanto ele viveu eu o enxergava como um exemplo a ser seguido, um farol para a vida") e do pianista, compositor e arranjador Antonio Adolfo ("ele era um cara que sabia da ginga e da erudição").

O gaitista e produtor Rildo Hora teve duas de suas primeiras composições gravadas pelo mestre, em discos do início dos 60, em que usava o esdrúxulo pseudônimo de Jean Kelson (era moda na época, como seria no começo dos 70, dos Sullivan, Morris Albert, Light Reflections, Terry Winter, etc). "Estudei com ele harmonia, contraponto, orquestração, fuga, composição, mas ele me deu muitas dicas fora da aula", agradece RH. No livro, há ainda uma entrevista preciosa de Orlando de Barros e Luitgarde Barros com o biografado a respeito de sua amizade com o compositor Custódio Mesquita (1910-1945), um dos reformistas da MPB, antecipador da sintaxe jobiniana. Guerra fez um arranjo inovador para a gravação de Silvio Caldas de "Feitiçaria", em 1945. "Tinha algo de jazz, mas sem deturpar a coisa brasileira", admitiu o entrevistado. "Ele falou que sabia que aquelas músicas melosas açucaradas, aquela mesmice musical estava para acabar. Tinha me pedido para fazer aquela orquestração tão recomendada por ele porque estava querendo experimentar uma coisa mais moderna, ir em outra direção", decupa Guerra. O livro será lançado dia 19 de março na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro (RJ).