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Quando Miles Davis morreu, quem reclamou seu corpo - o jazz ou o rock? Quem é o cantor secreto que inspirou João Donato e João Gilberto? Quem inventou a capa de disco? Branco sabe cantar jazz? Em 'Tempestade de ritmos', Ruy Castro responde a essas perguntas e faz muitas outras revelações. Há uma predominância de artigos sobre música americana, mas Ruy Castro se orgulha de ter crescido ouvindo os ritmos e gêneros mais díspares, como fox-trots, tangos, boleros, valsas, sambas, choros, marchinhas de carnaval e muito jazz - e esse seu ecletismo musical se reflete no livro, uma autêntica tempestade de ritmos, sujeita a raios e trovões de informação e humor.
Texto
440 páginas
Ed. Companhia das Letras
Tempestade de Ritmos reúne artigos de Ruy Castro sobre música, em seus 40 anos de jornalismo. Embora varra um horizonte amplo de quatro décadas, o forte da antologia são os textos escritos na era do CD, na era dos relançamentos portanto, quando todo mundo comprou tudo de novo, mas as gravadoras não reinvestiram em produção, só lucraram - agora, nos anos 2000, estão quebrando. Independentemente de opiniões estéticas, e de Ruy parar no jazz, o livro retrata, em termos de abordagem, o auge do LP, da "bolacha", e de suas variantes, como o 78 rotações. O mundo que se construiu desde, por exemplo, a explosão do swing (o ritmo) até Elvis, os Beatles e os Rolling Stones. Um século musical que, com a derrocada das majors, ameaça virar poeira. As aulas de jornalismo de Ruy Castro estão preservadas, mas o mesmo não se pode dizer da indústria que as inspirou.