Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Leia mais
Bom Dia Bem-Vindo a Freenote, Login ou Crie sua conta
Bom Dia Bem-Vindo a Freenote, Login ou Crie sua conta
Toledo destacou que por meio das composições trabalha-se várias ferramentas, elementos e técnicas musicais como dedilhados, escalas duetadas em diversas formações, melodia acompanhada, padrões rítmicos de dedilhado com destaque para o dedo polegar da mão direita tão usado na viola, notas pedais, tríades, diversos ritmos caipiras — como a polca, o cateretê, e o pagode de viola, dentre outros — e ritmos não-caipiras — como o choro, o baião e o congado. Aprimora-se a sonoridade e o equilíbrio do som por meio de estudos com essa finalidade, a expressividade musical e fraseados, além de trabalhar a escala maior, menor harmônica e cromática, arpejos maiores e diminutos, trêmolos, ligados ascendentes e descendentes, modos: mixolídio e lídio b7, e escala blues.
Toledo destacou que por meio das composições trabalha-se várias ferramentas, elementos e técnicas musicais como dedilhados, escalas duetadas em diversas formações, melodia acompanhada, padrões rítmicos de dedilhado com destaque para o dedo polegar da mão direita tão usado na viola, notas pedais, tríades, diversos ritmos caipiras — como a polca, o cateretê, e o pagode de viola, dentre outros — e ritmos não-caipiras — como o choro, o baião e o congado. Aprimora-se a sonoridade e o equilíbrio do som por meio de estudos com essa finalidade, a expressividade musical e fraseados, além de trabalhar a escala maior, menor harmônica e cromática, arpejos maiores e diminutos, trêmolos, ligados ascendentes e descendentes, modos: mixolídio e lídio b7, e escala blues.
Sobre os Estudos e dedicatórias
Estudo n. 1 (à minha esposa Ana Lúcia da Silva): Esta polca tem influência de músicos como Agustin Barrios, Roberto Corrêa, Valdir Verona e Zé do Rancho. Trabalha arpejo para mão direita, o uso de escalas duetadas com auxílio do baixo no polegar simultaneamente, além de ligados para a mão esquerda.
Estudo n. 2 (ao amigo violeiro Tiu Zé): Inspirado em Tonico e Tinoco, este arrasta-pé foi composto basicamente sobre dois modelos de escalas duetadas. É um resumo da técnica de mão direita empregada pelos antigos violeiros para se tocar ponteios.
Estudo n. 3(ao violeiro Zé Jorge): Este baião foi inspirado nos repentistas nordestinos, na peça Ponteio Nordestino de Guerra Peixe e em Ternos de Congo das cidades mineiras de Pratápolis e São Sebastião do Paraíso. Tem uma melodia simples que se toca com dedos alternados (m, i) com o baixo no polegar fazendo a rítmica característica do gênero, simultaneamente. A melodia vai se desdobrando em diálogos, duetos, crescendo até transformar-se num pagode de viola, numa mistura de baião com pagode de viola.
Estudo n. 4 (à minha irmã Josiene Toledo): Este estudo, de inspiração erudita e podendo ser classificado como uma polca, trabalha o dedilhado (p, i, m, a, m, i) ao longo de praticamente todo o estudo. Depois muda para o compasso 5/4, trabalhando o dedilhado (p, i, m, a). Foi pensado para o desenvolvimento do equilíbrio da sonoridade.
Estudo n. 5 (à minha irmã Paulina Toledo): Cateretê com inspirações diversas como a de Zakk Wylde, da música mineira em geral, Milton Nascimento, Ivan Vilela, Gilvan de Oliveira e Marco Pereira. Trabalha arpejos, melodia acompanhada, escalas duetadas, o uso da técnica utilizada pelo violeiro Ivan Vilela – que consiste em tocar as dez cordas da viola em separado uma da outra, obtendo sonoridades não muito convencionais na viola —, visando acima de tudo, ao desenvolvimento técnico num sentido mais amplo, além da parte mecânica do violeiro.
Estudo n. 6 (ao amigo Ramon Silva): Esse choro tem influência de Mozart Bicalho e Steve Morse, em relação ao uso de cromatismos na melodia. Sua harmonia tem similaridade à de choros tradicionais como Tico-tico no Fubá, de Zequinha de Abreu. É um desafio para a mecânica de ambas as mãos.
Estudo n. 7 (à minha avó Dona Nega): De inspiração erudita e com mudanças de compassos durante a obra, desenvolve-se os temas por meio dos ritmos congado e pagode de viola, inspirado nas tradições mineiras das cidades de Pratápolis e de São Sebastião do Paraíso. Trabalha-se escala duetada, ritmos percussivos, melodia acompanhada e a técnica do trêmulo do violão erudito, que é pouco utilizada na viola caipira, além de uma ótima proposta de ligados na introdução do estudo.
Estudo n. 8 (ao mestre Heitor Combat, in memoriam): Baseado no Estudo n. 1 para violão de Villa Lobos e no Prelúdio em C Maior, BWV 846 de Johann Sebastian Bach, este estudo polca tem um dedilhado padrão (p i p m p a m a i m p i) para toda a música. Torna-se ótimo para trabalhar a sonoridade da mão direita e a resistência da esquerda.
Estudo n. 9 (aos violeiros do Norte de Minas Gerais): Este estudo tem como fonte de inspiração a região e os violeiros do Norte de Minas Gerais, também de Heraldo do Monte, Edu Ardanuy e Andreas Kisser. Trabalha-se os ritmos baião, congado e a sua mistura com o pagode de viola. É abundante em elementos para o desenvolvimento mecânico das mãos direita e esquerda.
Estudo n. 10 (ao meu tio Vicente Honório): Este estudo teve como inspiração os ex-alunos de viola caipira de Reinaldo Toledo da turma C do Projeto Guri, apaixonados por esse gênero. Possui vários elementos para o desenvolvimento mecânico de ambas as mãos.
Estudo n. 11 (ao meu pai Gilberto Toledo): Inspirado em João Pernambuco e Dilermando Reis, este choro desenvolve a técnica de melodia acompanhada, com o uso de contracanto.