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EDISON MACHADO É SAMBA NOVO - Luiz Chuim de Siqueira

R$ 79,99

Disponibilidade: Em estoque

Código: LCDS25597

Editora: Independente 20

Idioma: Português

Autor/Artista: Luiz Chuim de Siqueira

Instrumento: Bateria

Formato: Livro Físico / 131 páginas

UPC: 9786501425597

Dedico este trabalho a todos os músicos. Aqui está a história do samba desde sua forma tradicional, inicialmente tocado nos tambores, até o uso dos pratos. Isso se transformou no moderno samba brasileiro. Assim, vamos conhecer os caminhos da nossa música. Caminhos de um ritmo que foi se desenvolvendo e se modernizando. É fundamental saber quem foi Edison Machado, pois ele foi um divisor entre o samba do morro e o samba novo. Muitas gravações mostram essa evolução, começando com os LPs Turma da Gafieira, de 1957, Edison Machado é Samba Novo, Rio 65 Trio e Obras, passando por grandes nomes, como Luiz Bonfá, Tom Jobim, Bossa Três e Sexteto Bossa Rio. Foi essa nova concepção que depois percorreu a América do Sul, Europa, Estados Unidos e Japão, desembocando nas gravações com Ron Carter, Chet Baker, Gene Bertoncini e Michael Moore. Foi assim que Edison Machado apresentou a moderna bateria brasileira para o mundo, pois nossa música pedia muito mais do que simplesmente marcar o ritmo. Ela pedia mais sabor, cores e emoção. Quando você ouve Edison Machado, ouve também o domínio de uma forma, uma maneira pessoal de conduzir, de solar. Desde a sutileza do sambalento, tocado bem baixinho, até aquela bateria que ilustra toda uma escola de samba cheia de energia, com muito movimento e vida. Mesmo para os que não o conheceram, seus discos servem como inspiração, mostrando os caminhos para quem quer mergulhar nesse rico manancial do Samba Novo.

 

Dedico este trabalho a todos os músicos. Aqui está a
história do samba desde sua forma tradicional, inicialmente tocado nos tambores, até o uso dos pratos. Isso se
transformou no moderno samba brasileiro. Assim, vamos
conhecer os caminhos da nossa música. Caminhos de um
ritmo que foi se desenvolvendo e se modernizando. É fundamental saber quem foi Edison Machado, pois ele foi um
divisor entre o samba do morro e o samba novo.
Muitas gravações mostram essa evolução, começando
com os LPs Turma da Gafieira, de 1957, Edison Machado
é Samba Novo, Rio 65 Trio e Obras, passando por grandes
nomes, como Luiz Bonfá, Tom Jobim, Bossa Três e Sexteto
Bossa Rio. Foi essa nova concepção que depois percorreu
a América do Sul, Europa, Estados Unidos e Japão, desembocando nas gravações com Ron Carter, Chet Baker, Gene
Bertoncini e Michael Moore.
Foi assim que Edison Machado apresentou a moderna
bateria brasileira para o mundo, pois nossa música pedia
muito mais do que simplesmente marcar o ritmo. Ela pedia
mais sabor, cores e emoção. Quando você ouve Edison Machado, ouve também o domínio de uma forma, uma maneira pessoal de conduzir, de solar. Desde a sutileza do samba
lento, tocado bem baixinho, até aquela bateria que ilustra
toda uma escola de samba cheia de energia, com muito movimento e vida
Mesmo para os que não o conheceram, seus discos servem como inspiração, mostrando os caminhos para quem
quer mergulhar nesse rico manancial do Samba Novo. 
Dedico este trabalho a todos os músicos. Aqui está a
história do samba desde sua forma tradicional, inicialmente tocado nos tambores, até o uso dos pratos. Isso se
transformou no moderno samba brasileiro. Assim, vamos
conhecer os caminhos da nossa música. Caminhos de um
ritmo que foi se desenvolvendo e se modernizando. É fundamental saber quem foi Edison Machado, pois ele foi um
divisor entre o samba do morro e o samba novo.
Muitas gravações mostram essa evolução, começando
com os LPs Turma da Gafieira, de 1957, Edison Machado
é Samba Novo, Rio 65 Trio e Obras, passando por grandes
nomes, como Luiz Bonfá, Tom Jobim, Bossa Três e Sexteto
Bossa Rio. Foi essa nova concepção que depois percorreu
a América do Sul, Europa, Estados Unidos e Japão, desembocando nas gravações com Ron Carter, Chet Baker, Gene
Bertoncini e Michael Moore.
Foi assim que Edison Machado apresentou a moderna
bateria brasileira para o mundo, pois nossa música pedia
muito mais do que simplesmente marcar o ritmo. Ela pedia
mais sabor, cores e emoção. Quando você ouve Edison Machado, ouve também o domínio de uma forma, uma maneira pessoal de conduzir, de solar. Desde a sutileza do samba
lento, tocado bem baixinho, até aquela bateria que ilustra
toda uma escola de samba cheia de energia, com muito movimento e vida
Mesmo para os que não o conheceram, seus discos servem como inspiração, mostrando os caminhos para quem
quer mergulhar nesse rico manancial do Samba Novo. 
Este livro não teria sido possível sem a ajuda das pessoas que me apoiaram, desde o momento em decidi escrever sobre o Edison até a realização final do projeto. Foram muitos que, além de contribuir com depoimentos gravados, me enviaram fotos, artigos de jornais e revistas. Nessas oportunidades, tive tempo para conversar com esses velhos amigos, relembrando fatos importantes — uns engraçados, outros nem tanto, afinal, o Edison era único e tinha muitas histórias. Ele foi também um verdadeiro amigo, leal, que se zangava muito com as injustiças, mas tinha sempre palavras de conforto e esperança, que colocava os amigos pra frente. Era inspirador! Sou grato a todos que colaboraram com essa pesquisa: Duduka da Fonseca, Ricardo Santos, José Eduardo Nazário, Haroldo Mauro Junior, John Sattle, Robertinho Silva, Guilherme Vergueiro, Rafael Alexandre, Sandro Souza, Wagner Chuim, assim como outros que já haviam dado depoimentos para revistas especializadas, entre eles Pascoal Meirelles, Tutty Moreno, Dom Salvador, Ion Muniz, Rafael Menezes, Tom Oliveira e Dudu Portes. A Lise Macanoni de Siqueira, responsável pela parte administrativa, Giba Faveri, baterista e Diretor da E.M.T. - Escola de Bateria e tecnologia de São Paulo; Christiano Rocha, baterista, professor e autor, pelo empenho e orientações técnicas, e Lauro Lellis, baterista, professor e autor, pelo apoio e entusiasmo. 


A primeira vez que o vi tocar foi em uma jam session vespertina em um Dancing localizado no subsolo de um prédio na Avenida Rio Branco, centro do Rio de Janeiro. Foi no começo da década de 1960, logo depois eu já era profissional. Foi quando entrei no estúdio de uma gravadora e fiquei surpreso com um som que até então nunca tinha ouvido. Era ele, Edison Machado, tocando um samba no prato
em um andamento rapidíssimo, que também era sua especialidade. Fiquei tão aturdido que, ao deixar o local, me perdi nas ruas da minha própria cidade. Foi a sensação provocada por uma obra-prima de muita expressão artística. Mais tarde, no Beco das Garrafas, tive a chance de ouvir e aprender muito com ele. Lembro quando ele foi para Nova York com o Lenny Dale e o Bossa 3, com Luiz Carlos Vinhas ao piano e Tião Neto no contrabaixo. Aquela cidade mexe muito com a cabeça das pessoas atentas e com o Edison não foi diferente. Então ele pôde sentir de perto os grandes bateristas de jazz, como Elvin Jones tocando de uma forma livre, assim como ele tocava o samba. Essa experiência com a realidade deu a ele uma consciência da sua grandeza e das dificuldades do músico brasileiro. Ele voltou ao Brasil e atravessou um período muito difícil. Depois viajou novamente, primeiro para a Europa e em seguida para Nova York outra vez, onde encontrou paz por um tempo. Quando voltou ao Rio, o excesso de emoção não foi benéfico, fez muito mal. E partiu, despediu-se da vida aqui perto, no subúrbio de Todos os Santos, mas sempre irá nos iluminar com sua música.